Nos cantos da sala, lágrimas molham o batente.
Sob a cama, sonhos cobertos de realidade.
Nos armários, corações batendo empoeirados.
No porta-retratos, a moldura dos instantes.
Atrás da cortina, os raios de sol batendo na janela.
Nas gavetas, meias palavras bordadas.
No espelho, o prolongamento de meu corpo.
Nas paredes cruas, o temperado segredo de nossas tintas.
Em mim, cartas para quem?
Monique Neiva
Nota: Esse texto foi atividade de uma disciplina de criação em que tive como docente a Cássia Lopes, estimada professora. Um dos poucos que alterei quase nada.
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